“A medicina nunca poderá se tornar serva da morte programada”, diz Papa

  • 22/06/2026

Leão XIV recebeu membros da Fundação Jérôme Lejeune por ocasião do centenário do nascimento do cientista que descobriu causa da Síndrome de Down

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV sentado, com um menino portador de Síndrome de Down ao seu lado, cercado por outras pessoas sentadas em uma sala no Vaticano.

Papa Leão XIV recebeu membros da Fundação Jérôme Lejeune em audiência nesta segunda-feira, 22 / Foto: Vatican Media/CPP/IPA/Sipa USA via Reuters

Neste mês de junho, as comunidades médica e científica recordam o centenário do nascimento de Jérôme Jean Louis Marie Lejeune. Amigo pessoal de São João Paulo II e primeiro presidente da Pontifícia Academia para a Vida (1994), ele foi o responsável pela descoberta da anomalia cromossômica que dá origem à Síndrome de Down, em 1958.

No âmbito desta celebração, o Papa Leão XIV encontrou-se nesta segunda-feira, 22, com membros da Fundação Jérôme Lejeune e familiares do Venerável. Durante sua fala, o Pontífice referiu-se ao cientista como “o precursor da genética moderna, reconhecido em todo o mundo”.

Compreendendo que sua descoberta seria utilizada para eliminar pessoas portadoras de trissomia 21, Lejeune tornou-se um defensor da vida de todo ser humano em nome da dignidade inviolável que tem origem no ato criador de Deus. A esse respeito, o professor interpelou e aconselhou instituições e soberanos de todo o mundo, o que lhe rendeu críticas severas em certos círculos científicos.

“O professor Lejeune estava ciente de que, se a técnica pode ajudar a medicina, não pode, no entanto, substituí-la. Ele sabia, além disso, que a técnica pode ser utilizada contra a medicina — que, por natureza, está a serviço da vida”, destacou o Santo Padre.

Neste contexto, frisou ainda que o valor da pessoa não depende do que ela realiza ou produz. Por isso, um médico jamais deveria se permitir, com base em algoritmos de laboratório, decidir sobre a vida de um determinado embrião ou de uma pessoa idosa. “A medicina nunca poderá se tornar serva da morte programada”, sublinhou Leão XIV.

Continuar o legado de Lejeune

O Papa manifestou sua satisfação sobre a atuação da Fundação Lejeune, que trabalha em três dimensões: pesquisa, tratamento e defesa incondicional da pessoa humana. Tal dedicação tem rendido reconhecimento mundial na pesquisa sobre deficiências intelectuais de origem genética.

Além disso, o Pontífice incentivou os presentes a continuarem se empenhando “em favor da vida e da dignidade humana, especialmente junto às autoridades públicas” e levarem adiante o legado de Lejeune.

“Sejam como ele, testemunhas empenhadas na sociedade, a serviço da busca constante do bem comum. Este é o primeiro grande princípio da doutrina social da Igreja e da ‘forma social’ da dignidade reconhecida a cada um. O bem comum não exclui ninguém daqueles que foram criados à imagem e semelhança de Deus”, concluiu o Santo Padre.

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FONTE: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/leao-xiv/a-medicina-nunca-podera-se-tornar-serva-da-morte-programada-diz-papa/


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