Amor é princípio de renovação da vida da sociedade, indica Papa
- 18/09/2026
Leão XIV recebeu membros de centro de estudos agostiniano nesta sexta-feira, 18, e enfatizou formação para promover o bem comum e a fraternidade
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Foto: Alessia Giuliani/Catholic Press Photo/IPA/Sipa USA via Reuters
Membros do Centro de Estudos Internacionais Papa Leão XIV foram recebidos pelo Pontífice nesta sexta-feira, 18, em audiência no Vaticano.
Em seu discurso, o Santo Padre expressou sua alegria em conhecê-los e acompanhar os primeiros passos do centro de estudos. Ele agradeceu a homenagem, uma vez que a iniciativa promovida pela Ordem de Santo Agostinho (OSA) carrega seu nome, e frisou a importância da reflexão e do pensamento crítico na construção de uma civilização do amor, “para a qual a Doutrina Social da Igreja tem muito a oferecer”.
Além disso, Leão XIV ressaltou a disposição do centro de estudos a engajar-se em um amplo diálogo com outras instituições, promovendo relações de colaboração e intercâmbios em nível nacional e internacional. “O segredo é caminhar sempre juntos, sem excluir encontros com aqueles que são diferentes e parecem pensar, falar ou agir de maneira diferente”, pontuou.
Participação de todos
O novo centro de estudos terá Florença, na Itália, como sede. Segundo o Papa, essa escolha é significativa, um convite a deixar-se inspirar pelos valores do Humanismo — uma visão aberta ao Criador e, portanto, construtora de relações fraternas. “Não são as guerras, mas sim a criação da paz e do equilíbrio justo que produz a civilização, com a participação ativa de todos os componentes sociais e culturais de uma sociedade aberta”, destacou.
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Recordando a exortação apostólica Dilexi te, publicada no ano passado, o Pontífice assinalou que a Doutrina Social da Igreja tem, em si, uma raiz popular. A mudança de época enfrentada atualmente torna ainda mais necessária a interação entre leigos e religiosos, cidadãos e especialistas, povo e instituições.
“A sua missão de esperança consiste em promover, na Itália e em todo o mundo, uma formação para a vida pública e política entendida como serviço ao bem comum, responsabilidade frente à comunidade e construção de relações fundamentadas na solidariedade, na justiça e na paz — portanto, o oposto da resignação”, declarou o Santo Padre.
Construir a civilização do amor
Leão XIV recordou seu predecessor, o Papa Francisco, e enfatizou que “não existe humanismo autêntico que não contemple o amor como um vínculo entre os seres humanos, seja ele de natureza interpessoal, íntima, social, política ou intelectual”. Neste contexto, observou que a reflexão agostiniana leva a compreender o amor como princípio de renovação na vida pessoal, econômica e política.
“O amor une para libertar, conecta para gerar, engaja para construir”, expressou o Pontífice. Aproximando-se do fim de sua fala, salientou que não se deve interpretar o presente como um destino fechado, mas como um campo aberto para a transformação pessoal e coletiva.
“Sejam especialistas nas novidades de Deus: não naquelas que deslumbram com velocidade e eficiência, mas naquelas que Ele opera silenciosamente, libertando o velho mundo de seus becos sem saída e abrindo caminhos para avançarmos juntos, rumo à Sua cidade”, concluiu o Santo Padre.
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