Assembleia Diocesana de Roma reforça vínculo com seu bispo, o Papa
- 17/09/2026
Repetindo a iniciativa do ano passado, Leão XIV presidirá a Assembleia Diocesana de Roma que abrirá oficialmente o novo Ano Pastoral
Da Redação, com Vatican News

Fachada da Basílica de São João de Latrão, sede do bispo de Roma – o Papa – e Mãe de todas as igrejas do mundo/ Foto: Arquivo Canção Nova Roma
O Papa Leão XIV presidirá, nesta sexta-feira, 18, na Basílica de São João de Latrão, a Assembleia Diocesana de Roma que abrirá oficialmente o novo Ano Pastoral. Às vésperas do encontro, o vigário da diocese, Cardeal Baldassare Reina, concedeu entrevista à mídia vaticana, destacando a direção indicada para a assembleia: uma igreja cada vez mais próxima das pessoas e capaz de olhar para as realidades da cidade. “Reforcemos o vínculo entre o bispo e a sua Diocese”, rogou.
O vigário contou que a preparação da Assembleia foi realizada de forma sinodal, trabalhando nas paróquias, nas prefeituras e em cada setor. Em junho, houve um encontro com os vários organismos diocesanos e os resultados disso foram levados ao Papa. Agora será a vez dele retornar à diocese os frutos deste caminho.
Participarão do encontro representantes de todas as 334 paróquias da diocese. O evento terá início com um momento de oração, um discurso introdutório do Cardeal Reina, partilha de testemunhos e a conclusão com a palavra do Papa.
Na assembleia do ano passado, Leão XIV pediu que a Diocese percorresse um caminho de amadurecimento nos âmbitos da sinodalidade, da comunhão e da missão. Segundo o cardeal, muitos passos já foram dados: organismos de participação no âmbito das paróquias, trabalha-se na criação de uma espécie de redes entre paróquias próximas e se fortaleceu o Conselho Pastoral Diocesano.
Realidades problemáticas na diocese
Os passos precisam, agora, ser fortalecidos e consolidados, indica o cardeal. “Em Roma, há muitas situações de emergência: não se morre de fome, mas pode-se morrer de solidão, pela falta de moradia ou de trabalho. Há necessidade de Deus.”, afirmou o cardeal.
Para entender a situação da diocese, é preciso avaliar alguns sinais de alerta presentes nesta realidade. O Cardeal Reina cita, primeiramente, aquilo que tange as famílias: o enfraquecimento dos vínculos no interior dos núcleos familiares, as dificuldades educativas e a fragilização de tudo aquilo que gira em torno da instituição ‘família’. Outro ponto são as dependências que afetam os jovens – o que configura o quadro de mal-estar juvenil. A precariedade habitacional é outra emergência.
No âmbito da evangelização, o anúncio da fé cristã encontra dificuldades para se vincular à vida concreta das pessoas. Outra questão é o fato de que a maior parte das igrejas de Roma está no centro da cidade, enquanto a maioria das pessoas vive nas periferias. Esta disparidade gera necessidades sociais diferentes, dificultando a elaboração de propostas eclesiais em perspectiva diocesana.
O cardeal conclui que, apesar das dificuldades, a caminhada é possível e não pode mais ser adiada. Um sinal encorajador, nesse sentido, pode ser o grande número de jovens que participaram do Jubileu da Juventude na esplanada de Tor Vergata. “Também em nossa cidade existe uma necessidade generalizada de Deus. É a serviço dessa necessidade que devemos procurar colocar todas as nossas forças e potencialidades.”
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