Basílica e capela passam por recuperação após temporal em Apucarana
- 01/10/2026
Por consequências das chuvas fortes na região, cidadãos se recuperam e reformas nas Igrejas começam
Depois do forte temporal da semana passada, moradores de Apucarana, região centro-norte do Paraná, tentam reconstruir os mais de 40 mil imóveis danificados. Entre as construções afetadas estão a Basílica Menor e uma capela. Assunto do Você Repórter de hoje enviado pelo jornalista Rodrigo Carvalho.
Do lado de fora da capela Nossa Senhora do Rocio, o bispo de Apucarana, Dom Carlos José, celebrou uma Missa. Momento de agradecer a Deus pela proteção aos moradores, já que mesmo com tantos estragos, nenhuma pessoa se feriu durante o temporal que atingiu a região.
No bairro Bela Vista, a Igreja foi uma das estruturas mais danificadas. Padre Edivaldo e voluntários já concluíram a limpeza do espaço e se preparam para o início de uma ampla reforma.
Antes disso, a comunidade de toda a Diocese se une para ajudar as famílias afetadas, com ações nas 62 paróquias de 36 cidades que fazem parte do território diocesano. “O olhar da Igreja, em primeiríssimo lugar, é para as famílias atingidas, agradecendo a Deus que nenhuma vida foi perdida, mas os estragos materiais são terríveis para tantas e tantas famílias. Mas da tristeza, logicamente nasce a esperança”, falou o bispo da Diocese de Apucarana(PR), Dom Carlos José de Oliveira.
Esperança também é o sentimento dos fiéis que querem voltar o quanto antes a frequentar a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, na área central da cidade.
Na semana passada, durante o temporal, ventos de até 125 km/h arrancaram parte do telhado e durante horas a chuva acabou inundando a estrutura interna da catedral.
“A força do vento foi tamanha que 12 homens não conseguiram fechar a porta da catedral naquele momento. Placas de gesso puro que ficam sobre o presbitério. Algumas dessas se quebraram e precisarão também ser feitas a reposição”, recordou da Cura da Catedral e reitor da Brasília, padre Valdecir Ferreira.
A gente vê uma estrutura que também ficou danificada por conta da invasão da água, mas a maior preocupação está no forro, que é feito de estuque, um material que absorve bastante água. A preocupação é justamente que possa acontecer um efeito dominó, uma parte caia e derrube o restante do forro. Por isso, a catedral segue interditada por tempo indeterminado.
Uma equipe de peritos de São Paulo deve chegar à Apucarana nos próximos dias para avaliar as condições estruturais do espaço.
“Somente a partir do laudo técnico, nós poderemos ter a previsão daquilo que será feito posteriormente”, retomou Dom Carlos.
E enquanto o tempo de reforma ainda é uma dúvida, por aqui a comunidade tem uma grande certeza. “O vento foi, mas a nossa fé é mais forte. Nós iremos reconstruir a cidade de Apucarana, nossas Igrejas, iremos reconstruir as nossas estruturas”, completou ele.
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