Cruz de Jesus simboliza o triunfo do amor sobre o ódio, lembra padre
- 14/09/2026
Padre Vagner Baia recorda significado da Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada pela Igreja neste 14 de setembro
Jéssica Marçal
Da Redação, com colaboração de Lorena Araújo

Festa da Exaltação da Santa Cruz recorda a imensidão do amor de Deus pela humanidade / Foto: Bruno Marques
“Eis o lenho da Cruz do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos”. Esta é uma conhecida aclamação litúrgica entoada na Sexta-Feira Santa durante o rito de adoração da Santa Cruz. Para além desta ocasião na Semana Maior para os católicos, os fiéis também contemplam o mistério da Cruz de Jesus de modo especial nesta segunda-feira, 14, celebrando a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Hoje, porém, o foco não é o sofrimento, mas sim o profundo amor de Deus manifestado através do sacrifício de Jesus.
A origem desta festa está em Jerusalém. Segundo a tradição, a Cruz foi descoberta em 326 pela Mãe do Imperador Constantino I, Helena de Constantinopla, durante uma peregrinação à cidade. Por ordem deles, foi construída uma igreja no local da descoberta – a Igreja do Santo Sepulcro, que nove anos depois foi dedicada no dia 13 de setembro e a exposição da Cruz ocorreu no dia 14. Em 614, com a invasão persa, a Cruz foi tomada, mas recuperada pelo Imperador Bizantino Heráclio em 628. Após um ano em Constantinopla, a cruz retornou ao Santo Sepulcro.
Triunfo da vida sobre a morte

Padre Vagner Baia / Foto: Bruno Marques
Missionário da Comunidade Canção Nova, padre Vagner Baia explica que a cruz é o principal símbolo da fé cristã, representando a salvação da humanidade e o amor supremo de Jesus Cristo. “Jesus escolheu a cruz para remir os pecados da humanidade, a cruz não simboliza apenas o sofrimento, mas o triunfo do amor sobre o ódio e da vida sobre a morte, apontando diretamente para a ressurreição”, afirma.
Ao contemplar a Cruz, acrescenta o sacerdote, recorda-se o amor infinito de Deus, que por meio da cruz reconciliou a humanidade, devolvendo a glória e a herança eterna. “Com efeito, a misericórdia de Deus ilumina as noites da nossa vida e nos permite continuar o nosso caminho.”
Abraçar as cruzes do cotidiano
Padre Vagner destaca ainda as palavras de Jesus aos discípulos: “Se alguém Me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-Me’” (Lucas 9,23). Trata-se de uma capacidade de renunciar a si mesmo e aprender a fazer a vontade de Deus.
“A vida é uma cruz, uma via crucis, e precisamos purificar a compreensão do sentido da cruz. Cristo carregou a Sua cruz, o Seu madeiro, que Ele tomou sobre si as nossas dores, nos salvou e para nós, abraçar a minha cruz de cada dia, é abraçar a minha salvação.”
Para isso, indica o padre, é necessária a disposição de enfrentar sacrifícios e provações, assim como Jesus sofreu. É uma decisão diária de imitar o exemplo, o amor e os passos de Jesus. “O que é preciso para conseguir a felicidade não é uma vida cômoda, é a dura decisão de enfrentar os obstáculos, as dores, as angústias, os tempos difíceis com os olhos fixos em Deus, e isto não é nada mais que a cruz de cada dia”, finaliza.
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