Espírito de serviço deve ser principal critério no processo eletivo, diz cônego

  • 01/05/2026

Em reflexão na 16ª Assembleia Geral, cônego Carlos Antônio da Silva destacou dimensão eclesial da comunidade no dia em que tem início a eleição do Conselho Geral

Júlia Beck
Enviada a Lavrinhas (SP)

Momento de plenária na 16ª Assembleia Geral da Canção Nova / Foto: Comunicação Institucional Canção Nova

A eleição do Conselho Geral de uma comunidade vai além de um processo administrativo: trata-se de um momento de escuta, discernimento e compromisso com a missão da Igreja. Essa é a reflexão proposta pelo presidente do Tribunal Eclesiástico de Aparecida (SP) e professor de Teologia e Direito Canônico, cônego Carlos Antônio da Silva, responsável pela meditação da manhã desta sexta-feira, 1º, durante a 16ª Assembleia Geral da Comunidade Canção Nova.

O dia marca o início da eleição dos membros do novo Conselho Geral: presidente, vice-presidente, formador geral, secretário geral, ecônomo geral, membro sacerdote encarregado dos clérigos, membro casado responsável pelos casais, membro celibatário responsável pelos celibatários, além de dois conselheiros gerais.

Segundo o cônego, o Conselho Geral exerce uma função essencial de governo dentro da comunidade, atuando como instância de apoio, incentivo e orientação para que a missão seja plenamente vivida. “O conselho tem a responsabilidade de auxiliar na realização da missão da comunidade, que está inserida na missão maior da própria Igreja”, explica.

Missão que nasce do Ressuscitado

O sacerdote recorda que a missão da Igreja não é isolada, mas está diretamente ligada ao anúncio do Reino de Deus confiado por Cristo. Nesse contexto, cada grupo, comunidade ou associação participa dessa responsabilidade comum, oferecendo seu carisma específico.

“É o Reino de Deus que conta com a Igreja como instrumento vivo. Cada associação tem um dom próprio, uma vocação que contribui para o crescimento desse Reino”, explica. Ele ressalta que essa participação é, ao mesmo tempo, comunitária e pessoal, já que cada membro também é chamado a colaborar ativamente na missão.

Discernimento e comunhão

Ao abordar diretamente o tema da assembleia, o sacerdote enfatiza que o processo eleitoral deve ser vivido como um verdadeiro espaço espiritual. “A eleição deve ser um momento de escuta da Palavra de Deus e de discernimento das pessoas mais adequadas para assumir essa responsabilidade por um tempo”, afirma.

Segundo ele, esse discernimento deve considerar não apenas as capacidades individuais, mas também o papel que cada eleito poderá desempenhar dentro da dinâmica da comunidade e da Igreja.

O cônego Carlos Antônio frisou ainda que o Conselho Geral deve atuar sempre em unidade com a Igreja, em comunhão com dioceses, comunidades e diversas realidades espalhadas pelo país. “Trata-se de um trabalho que é maior do que a pessoa e maior do que o próprio grupo. É participação na missão de Cristo, realizada em conjunto, onde cada um contribui com a sua parte”, pontua.
Serviço como critério fundamental

Por fim, ele destaca que o espírito de serviço deve ser o principal critério no processo eletivo. Isso implica olhar, antes de tudo, para as necessidades concretas da missão e buscar formas efetivas de colaboração.
“É preciso perceber as necessidades reais e identificar no que se pode contribuir, somando forças e estabelecendo vínculos. O trabalho eclesial é sempre conjunto, construído na comunhão”.

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FONTE: https://noticias.cancaonova.com/cancao-nova/espirito-de-servico-deve-ser-principal-criterio-no-processo-eletivo-diz-conego/


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