Junho Vermelho: uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas

  • 14/06/2026

Assistente social da Fundação Hemocentro de Brasília comenta campanha para incentivar doação de sangue e explica como ser doador

Gabriel Fontana
Da Redação

A imagem ilustra três bolsas de sangue.

Foto: Canva

Ato de solidariedade que pode salvar vidas, a doação de sangue ainda não é um hábito comum no Brasil. Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde, a taxa de doação no país foi de 15 a cada 1.000 brasileiros em 2023.

Para incentivar a doação voluntária de sangue, é promovida a campanha Junho Vermelho. O mês escolhido foi junho porque é neste domingo, 14, que se celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue — data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A assistente social da gerência de captação, registro e orientação da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), Lara Lisboa, explica que não existe nada atualmente que possa substituir o sangue humano em seu organismo. Sendo assim, existe uma dependência de doadores para que haja sangue disponível para quem precisar.

Critérios para doação

Lara Lisboa / Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Apesar da necessidade, existem alguns critérios para que uma pessoa seja doadora de sangue. Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade (desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos); estar em boas condições de saúde; pesar, no mínimo, 50 kg; ter dormido pelo menos cinco horas no último dia; e estar alimentado.

Também existem alguns impedimentos temporários, como gravidez, período de recuperação pós-parto e de amamentação; ingestão de bebida alcoólica até 12 horas antes da doação; resfriado, infecções sexualmente transmissíveis e outras doenças; vacinas; procedimentos estéticos como aplicação de tatuagem, micropigmentação, piercing ou brinco, entre outros impedimentos.

“Quando uma pessoa que pode, que está dentro do perfil de doação, doa, contribui para que os nossos estoques fiquem seguros”, afirma Lara. Desta forma, o doador contribui para que todos tenham seu direito de acesso à saúde garantido.

Uma doação pode salvar até quatro vidas

A assistente social frisa que a doação é muito segura, é simples, um ato simples, mas de grande impacto na vida de outras pessoas. A coleta do sangue leva entre cinco e dez minutos para ser concluída, mas pode ajudar a salvar até quatro vidas de uma só vez.

“Em uma doação a gente pega aquela bolsinha e vai separar em até quatro hemocomponentes. Cada hemocomponente pode ser direcionado para uma pessoa diferente e é utilizado para diferentes tratamentos. Inúmeros benefícios na vida de alguém, além da esperança e da renovação da saúde daquele paciente”, explica Lara.

A quantidade de sangue doada depende do peso e da altura do doador, mas a quantidade máxima fixada é de 465 mL. Homens podem doar no máximo quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de 60 dias, e mulheres podem fazer até três doações a cada 12 meses, com intervalo mínimo de 90 dias.

“São cinco etapas na doação, envolvendo registro, pré-triagem, triagem clínica, a coleta e mais um lanchinho aí depois da doação para repor as energias que a pessoa doou naquele momento”, detalha Lara. Além disso, o doador recebe o atestado do dia, a fim de repousar após a doação.

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FONTE: https://noticias.cancaonova.com/mundo/junho-vermelho-uma-doacao-de-sangue-pode-salvar-ate-quatro-vidas/


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