Missionários digitais percorrem itinerário cultural e religioso na Costa Rica
- 21/08/2026
Atividades desta quarta-feira, 20, envolveram visitas a locais importantes para o país com o objetivo de conectar a missão digital à realidade das comunidades presentes
Da Redação, com Hechos 29

Participantes do Hechos 29 na Catedral de Cartago / Foto: Hechos 29
No terceiro dia do encontro Hechos 29, os participantes viveram uma experiência diferente. Ao longo desta quarta-feira, 20, eles visitaram diferentes espaços de importância histórica, cultural e religiosa para a Costa Rica, país-sede desta edição do evento.
O objetivo das visitas foi conectar a missão digital à realidade das comunidades presentes no país. O itinerário começou no Museu Nacional e no Teatro Nacional da Costa Rica, seguindo para a Catedral Metropolitana de San José, capital do país.
Posteriormente, os participantes visitaram a Paróquia da Virgem do Pilar, em Cartago, onde conviveram com a comunidade e conheceram uma de suas expressões culturais mais significativas: a cimarrona com mascarada, uma tradição que combina música de instrumentos de sopro e percussão com figuras inspiradas em personagens e lendas do país.
Devoção a La Negrita
A jornada continuou com a visita ao vulcão Irazú e, em seguida, à Basílica de Nossa Senhora dos Anjos. A igreja é um dos principais locais de peregrinação da Costa Rica, onde está localizada La Negrita, devoção mariana profundamente vinculada à identidade religiosa e cultural do país.

Imagem de Nossa Senhora dos Anjos, La Negrita / Foto: Rodrigo Luiz
Em entrevista ao missionário da Canção Nova, Rodrigo Luiz, o assessor da Pastoral Juvenil da Costa Rica, padre Janne Rischor, explicou a origem da devoção. Ela remete ao ano de 1635, quando uma jovem indígena que recolhia lenha encontrou uma imagem de Nossa Senhora dos Anjos, de 20 centímetros, sobre uma pedra à beira de um riacho.
Padre Janne contou que a jovem levou a imagem para casa, guardando-a dentro de um pequeno cofre. No dia seguinte, ela encontrou uma imagem igual à primeira no mesmo local e também a levou para casa. Quando abriu o cofre para guardá-la, percebeu que a primeira havia desaparecido.
A mesma situação se repetiu no dia seguinte, e a jovem percebeu que se tratava da mesma imagem. Diante disso, procurou o pároco local que, assombrado, guardou a imagem dentro do sacrário (do qual só ele tinha a chave). Como o fenômeno voltou a se repetir, o padre foi até o local onde a imagem fora encontrada e o povo concluiu que era desejo de Nossa Senhora que ali fosse construído um templo.
No local, foi construída uma pequena capela, que deu lugar à atual Basílica de Nossa Senhora dos Anjos.
Amor de Deus, origem da missão
As atividades foram concluídas na Catedral de Cartago, com a Missa presidida pelo bispo local, Dom Mario Enrique Quirós Quirós. A homilia ficou a cargo do secretário do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, monsenhor Lucio Adrián Ruiz, que centrou sua reflexão no amor de Deus como origem de toda missão e recordou que a experiência da fé impulsiona a comunicar aquilo que se vive.
O religioso destacou ainda que a missão não exige pessoas perfeitas, mas dispostas a pôr a serviço o que são, sabem e têm. Nesse sentido, exortou os missionários digitais a reconhecer que suas capacidades podem se converter em ferramentas para levar esperança e acompanhamento a outras pessoas.
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