Nossa Senhora nunca deixa de cuidar dos seus filhos, diz Cardeal Parolin
- 06/08/2026
Durante visita ao México, secretário de Estado do Vaticano presidiu Missa no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e frisou importância do testemunho e da oração
Da Redação, com Vatican News

Cardeal Pietro Parolin presidiu Missa no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe / Foto: REUTERS/Raquel Cunha
O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, celebrou a Missa no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, nesta quarta-feira, 5. A celebração no templo tão querido pelo povo mexicano foi um dos momentos mais marcantes de sua visita ao país, concluída nesta quinta-feira, 6.
O dia 5 de agosto marca uma dupla memória litúrgica, recordando tanto o milagre da neve sobre o Monte Esquilino, em Roma, que é “reproduzido” todos os anos na Basílica de Santa Maria Maior com uma chuva de pétalas, quanto o milagre de Guadalupe, no qual rosas caíram do manto de São Juan Diego.
Ao relembrar ambos os episódios em sua homilia, o cardeal identificou a conexão entre eles: “a presença da Virgem, que nunca deixa de demonstrar proximidade e cuidado para com os filhos, ajudando-os sempre a se aproximarem cada vez mais do seu Divino Filho”.
Essa mesma determinação, acrescentou, é verificada na mulher cananeia que é citada na Liturgia do dia implorando pela ajuda de Jesus para sua filha atormentada por um demônio. O Senhor, diante dessa fé profunda, a cura.
“Graças a Deus podemos realizar maravilhas”
A partir de um lugar de peregrinação, reflexão, conversão, missão e oração, o secretário de Estado do Vaticano reafirma a urgência de anunciar a Boa Nova em um mundo onde “o flagelo da guerra, o horror da fome e a devastação da violência são, infelizmente, muito frequentes”.
A comemoração da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe é, portanto, uma ocasião para expressar o desejo de que ela mostre “um caminho para reconciliar culturas e povos em uma fé verdadeiramente universal”. Remetendo ao ensinamento que deve levar à construção da unidade, Parolin recomendou “estar presente também para com os necessitados, os marginalizados, os migrantes e os estrangeiros”.
“Por mais fracos e pequenos que sejamos, graças a Deus podemos realizar maravilhas”, afirmou o cardeal. Neste contexto, lembrou que o Senhor “não se manifestou aos poderosos nem aos influentes, mas a um homem simples; e, no entanto, sua mensagem, por meio dele, alcançou os cantos mais remotos do mundo”.
Parolin compartilhou ainda o testemunho fiel dos crentes que seguem a Cristo em meio às dificuldades e ao sofrimento, seja nos campos de refugiados, nos hospitais de campanha, no trabalho de assistência em zonas de guerra ou em áreas devastadas por doenças.
Oração não é uma opção adicional
A homilia do cardeal concluiu-se com uma referência às “muitas comunidades” que são “marcadas pela violência e pela agressividade” e às muitas famílias que conheceram a dor da perda por causa disso.
A construção da paz é algo que parte do coração e deve ser alimentada constantemente com a oração. Não é uma opção adicional para os cristãos, mas a essência da relação com Deus, concluiu Parolin.
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