Papa à comunidade de Villa Nazareth: seja um berço de pensamento cristão
- 30/05/2026
Pontífice encorajou os membros da comunidade a perseverarem no apoio intelectual, moral e financeiro aos jovens que precisam de esclarecimento e orientação
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV / Foto: Reprodução Reuters
Fundada há 80 anos, no período pós-Segunda Guerra Mundial, por iniciativa do cardeal Domenico Tardini — então secretário de Estado do Vaticano —, a Villa Nazareth nasceu como um laboratório de esperança em uma área recém-urbanizada de Roma. Desde então, a instituição promove o diálogo entre fé, cultura e caridade, com atenção especial à formação de jovens em situação de vulnerabilidade.
Neste sábado, 30, em um contexto histórico distinto daquele de sua fundação, mas igualmente marcado pelos desafios enfrentados pelas novas gerações, o aniversário da instituição foi celebrado com uma Missa presidida pelo Cardeal Pietro Parolin na Basílica de São Pedro e, em seguida, com um encontro com o Papa na Sala das Bênçãos do Palácio Apostólico.
Em sua homilia, o Cardeal Parolin falou do desafio de vivenciar uma comunhão cada vez mais autêntica e profunda. Na véspera da Solenidade da Santíssima Trindade, o purpurado reiterou: “Nosso Deus não é uma solidão isolada, mas uma comunhão perfeita de vida e amor entre as pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O desafio da comunhão deve ser cada vez mais verdadeiro, cada vez mais profundo, cada vez mais real entre nós.”
Na sequência, educadores, estudantes, colaboradores, ex-alunos, amigos e conselheiros espirituais reuniram-se com o Bispo de Roma para renovar o compromisso com uma missão que se mostra cada vez mais necessária na sociedade contemporânea. Ao longo de sua história, a Villa Nazareth já contribuiu para a formação e graduação de mais de 1.300 estudantes.
Um berçário e um foco de pensamento cristão
Em seu discurso, Leão XIV recordou as origens da Villa Nazareth, fundada para oferecer oportunidades educacionais àqueles que tinham talento e boa vontade, mas que não possiam os meios necessários para cursar uma graduação.
O Papa citou sua recente encíclica Magnifica humanitas — “o que salva o ser humano não é a autossuficiência aperfeiçoada, mas uma relação que liberta, uma comunhão que transforma” — e insistiu na necessidade de construir não mais uma Torre de Babel, mas a Cidade de Deus, onde o amor e a fraternidade universal a sustentem:
“À luz de tudo isso, porém, gostaria de recordar e incentivar um último aspecto do seu trabalho: a intenção de fazer da Villa Nazareth um berçário e um foco de pensamento cristão, onde a convergência dos esforços intelectuais, morais e econômicos de homens e mulheres de diferentes gerações e esferas da vida contribua para o aprofundamento, o crescimento e a disseminação de uma cultura cada vez mais iluminada pelos ensinamentos do Evangelho”.
Os jovens precisam de luz e orientação
Por fim, o Pontífice recordou as palavras de seus predecessores, São João Paulo II e Bento XVI, dirigidas aos membros da Villa Nazareth. Ao se dirigir a educadores e estudantes, exortou-os a não se deixarem aprisionar pelo orgulho nem pela mentalidade de dominação, mas a se empenharem sempre no diálogo.
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