Santa Sé: guerras e eventos climáticos impactam sistemas alimentares

  • 12/05/2026

A Santa Sé lamenta o impacto da guerra, das recessões, dos eventos climáticos e da instabilidade política nos sistemas agroalimentares mundiais

Da redação, com Vatican News

Monsenhor Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da FAO / Foto: Reprodução Youtube Inst. Razón Abierta

Monsenhor Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da FAO, do FIDA e do PMA, expressou o apelo da Santa Sé por resiliência nos sistemas agroalimentares, que sofreram significativas perturbações nos últimos anos.

O religioso discursou na terça-feira, durante a 35ª Sessão da Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a Europa, realizada em Dushanbe, no Tadjiquistão.

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Monsenhor Chica Arellano manifestou apoio ao objetivo da conferência de promover sistemas agroalimentares, para que ninguém fique sem os alimentos que “lhe permitam levar uma vida serena e plena”. Ressaltou ainda a importância de ações concretas para fomentar a segurança alimentar em resposta às recentes crises globais.

“A combinação de guerras implacáveis, recessões econômicas, eventos climáticos extremos, instabilidade política e volatilidade de mercado criou uma combinação letal para os sistemas alimentares mundiais”, afirmou.

Nos últimos anos, diversos conflitos perturbaram os mercados globais de alimentos, incluindo a guerra entre Rússia e Ucrânia, que interrompeu as exportações de grãos e o fornecimento de fertilizantes, bem como a guerra em curso entre Irã e Estados Unidos, que já elevou os preços de combustíveis e fertilizantes.

Outros conflitos causaram perturbações catastróficas nos sistemas alimentares locais, como a guerra no Sudão, que levou a graves escassez de alimentos nas principais cidades e a um aumento acentuado da fome aguda.

Em seu discurso, Monsenhor Chica Arellano conclamou as nações a combaterem essa “tendência muito negativa” coordenando intervenções para que os países possam caminhar juntos “em harmonia fraterna”.

O objetivo primordial, disse ele, é que todas as pessoas tenham acesso estável e permanente a alimentos suficientes, nutritivos e seguros.

O Observador Permanente da Santa Sé pediu aos países europeus que implementem marcos legais para avançar em direção a modelos alimentares que integrem “justiça social, sustentabilidade ambiental e respeito à pessoa humana como princípios orientadores de toda ação pública e privada”.

Construir resiliência nos sistemas agroalimentares mundiais está entre as prioridades mais urgentes do nosso tempo, afirmou.

Em vez de empregar os mesmos métodos de produção, Monsenhor Chica Arellano defendeu a transformação da forma como os alimentos são produzidos, abandonando a exploração gananciosa e investindo mais nas áreas rurais mais vulneráveis ​​e esquecidas.

“O setor agrícola”, disse ele, “deve ser apoiado por decisões econômicas e políticas sábias, permitindo que os jovens se dediquem com entusiasmo à agricultura e não abandonem o campo por desânimo, migrando para as cidades”.

Por fim, Monsenhor Chica Arellano afirmou que a produção agroalimentar deve priorizar a dignidade da pessoa humana, atender às necessidades alimentares sem comprometer o futuro e promover o trabalho decente em nível local.

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FONTE: https://noticias.cancaonova.com/mundo/santa-se-guerras-e-eventos-climaticos-impactam-sistemas-alimentares/


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