Testemunhar a beleza da Eucaristia com gestos concretos, exorta Papa
- 02/08/2026
Ao refletir sobre o Evangelho deste domingo, 2, Leão XIV destacou como Jesus sacia a fome da humanidade e exortou os fiéis a testemunharem a graça de Deus por meio da partilha
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV destacou beleza da Eucaristia durante o Angelus deste domingo, 8 / Foto: Vatican Media/IPA/Sipa USA via Reuters
“No deserto da guerra e da arrogância”, os cristãos são chamados a redescobrir a lógica da partilha e da caridade, que encontra seu ápice na Eucaristia. Foi o que disse o Papa Leão XIV durante o Angelus deste domingo, 2, ao refletir o Evangelho do dia (Mt 14,13-21) diante dos fiéis reunidos na Praça São Pedro.
De volta ao Vaticano após sua pausa de verão, o Pontífice destacou como as Escrituras relatam os sinais realizados por Jesus — gestos que manifestam sua dedicação aos homens, ou seja, a salvação que Ele traz ao mundo. “Ao dar a visão aos cegos e a audição aos surdos, Cristo não se limita a realizar milagres, mas anuncia a todos que o Reino de Deus está próximo”, afirmou.
Na multiplicação dos pães, o Senhor dá aos que têm fome o alimento para comer. “No deserto, ou seja, no lugar da nossa necessidade, Cristo é o pão da vida. Com Ele, o essencial é abundante. (…) A dádiva do Senhor é universal e sua providência para conosco nunca falha”, enfatizou o Santo Padre.
Cristo, modelo de fraternidade e partilha
Ao salientar que Cristo sacia verdadeiramente a fome que a humanidade tem de verdade e de vida, Leão XIV sinalizou que, ao mesmo tempo, o gesto de Jesus ensina que nada se desperdiça quando é partilhado. “O acúmulo e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância”, pontuou.
Esta doença da alma faz perder o juízo, prosseguiu o Papa, pois embriaga o indivíduo de riquezas ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede. “E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz”, sinalizou.
Frente ao “deserto da guerra e da arrogância”, o Pontífice destacou o gesto de Jesus, que levantou os olhos ao céu, proferiu a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos para que os distribuíssem à multidão. A partir dessas ações, convidou a reconhecer, nesse milagre da multiplicação dos pães, o modelo de uma fraternidade capaz de vencer a violência, o egoísmo e a indiferença.
O Santo Padre indicou, por fim, que esse gesto encontra sua plenitude na Última Ceia, quando Cristo se entrega como pão da vida para a humanidade — daí o convite para traduzir a celebração eucarística em gestos concretos. “Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar sua beleza em nossos gestos cotidianos”, concluiu.
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